domingo, 21 de abril de 2013

Presentinho cresceu: 4 anos Artur


Meu coração transborda de amor, paixão, alegria e orgulho! E está em festa todos os dias!
Há quatro anos recebi o melhor e maior presente: Artur.
O brilho e sinceridade do olhar, o sorriso rasgado, a paixão pela vida, a pureza no coração, a forma com que conquista todos que te encontram pelo caminho... Sou toda orgulho!
Acorda cantando e dá bom dia ao mundo, abraça com o coração e a força de seus pequenos braços. 
Independente, inteligente, sabe muito bem o que quer e convence cheio de argumentos. Sempre tem uma boa resposta e ótimas perguntas. 
Artur AMA! A família, os amigos, os bichos... E o mais importante é que demonstra todo esse amor!
O mundo é pequeno para você, meu filho!
Desejo que nossa cumplicidade só aumente, cada dia mais. 
Sou apaixonada, encantada, orgulhosa, coruja, babona, derretida, ...
Seu olhar é meu melhor espelho!
É o meu maior professor. Aprendi mais em quatro anos, do que nos vinte e quatro anos anteriores a sua chegada.
Obrigada por ser meu anjo, minha estrela, meu melhor amigo, meu confidente, minha inspiração, minha motivação, meu coração,...

Hoje você está com seu pai e eu estou cheia de saudade. E você me surpreende com tamanha maturidade e compreensão: "Mãe, eu já vou! Amanhã eu volto. Olha aqui, eu te amo muito, muito, muito, viu?". É o mais lindo e perfeito!




sexta-feira, 19 de abril de 2013

Festinha do Índio e o Jacaré - 4 anos Artur

Artur escolheu o tema da festa de quatro anos, logo depois que fez três anos. Seria a festa do Jacaré. Então comecei a pesquisar... E não achei nada! E eu tinha decidido não fazer nenhuma festa esse ano, já que não estou podendo gastar. Mas, ele cobrava a festa de Jacaré quase que todos os dias. No mês passado comecei a pensar em algumas possibilidades e vi que poderia fazer um bolo na escola. Como dia 19 de abril é dia do índio, pensei em aproveitar isso na festa também. Quando lembrei da música dos indiozinhos, aproveitei e juntei tudo: 10 indiozinhos e o jacaré. 

                              "Um, dois, três indiozinhos
Quatro, cinco, seis indiozinhos
Sete, oito, nove indiozinhos
Dez no pequeno bote
Iam navegando pelo rio abaixo
Quando o jacaré se aproximou
Quando o indiozinho olhou pra baixo
O bote quase virou
Mas não virou"

A festinha foi bem simples, mas lindinha! 
Pedi para uma amiga fazer o bolo com um jacaré. Escolhi a cor verde para os balões, copos, colheres e pratos e fiz um cocar de índio para cada criança (papel cartão, cola colorida e penas). A lembrancinha foi bola de sabão. Salgadinhos, brigadeiro e suco de uva. 

 

O Artur AMOU tudo! 
Foi a primeira festinha pequena e rápida que fiz pra ele. A melhor opção de festa de criança: boa, bonita e barata. 

Além dos amiguinhos, foram cantar parabéns para o Artur: mamãe, titio, vovó, vovô, madrinha e Dai. Obrigada pela presença e carinho!




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Artur escreve Artur

Hoje, dez dias antes de completar quatro anos, o Artur escreveu pela primeira vez o nome dele. 


É muita emoção pra uma mãe só!!!
O dever de casa pedia que ele escrevesse, suponho que já tenha treinado por lá. A princípio ele disse que não sabia, não conseguia. Falei para ele tentar, que era só imitar as letrinhas que ele tinha acabado de pintar. Ele relutou, mas fez. Comemorei cada letrinha! E ele me olhava, sorria e continuava. 

Fiquei tão empolgada que pedi que ele escrevesse de novo! Mas, ele escreveu o A e depois parou... Meu bebê está crescendo!!!



sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mães vivem culpadas

Sabemos que as mães vivem culpadas. Culpam-se por não se dedicarem, suficientemente, em termos de qualidade e quantidade, aos filhos. Não se concentram no trabalho porque estão com a cabeça em casa. E, ainda, têm que ser boas profissionais, mulheres, lindas, perfeitas, exemplo. Culpam-se porque querem ser sempre melhores, porque acreditam que tudo que estão fazendo não é o suficiente para os filhos.

Ser exemplo de mãe, mulher e profissional! Sonho e busca constante de muitas mulheres. E que carga pesada, que tarefa árdua e constante. Não é permitido abrir mão de um pelo outro. A sociedade não permite e, as próprias mulheres não se permitem. Algumas "abrem mão" de cuidar dos filhos, repassam a tarefa para a vó, para a babá, para a escola. Muitas vezes não existem escolhas. 

O que mais aprendi na maternidade é que ser mãe é eternamente depender dos outros. É ter que pedir ajuda, pedir socorro. E como isso é difícil! Principalmente para mim, que nunca gostei de depender de ninguém, de pedir ajuda, de dizer que preciso. E me sinto culpada se peço ajuda ou dependo de alguém, afinal, o filho é meu e eu tenho que dar conta disso sozinha. E, me sinto culpada caso não peça ajuda para ninguém. Porque, em algum momento, posso estar prejudicando meu filho e estar sendo egoísta. 

Ser mãe é se sentir culpada por não querer acordar de madrugada quando o filho chora. É se sentir culpada por ter sono, cansaço e/ou preguiça. 

Culpam-se por não saberem se estão fazendo as escolhas certas.

Entrar numa loja e comprar uma blusa para você, se presentear. E se sentir culpada... Porque tinha que comprar uma blusa para o filho. 

Difícil! Mas o melhor mesmo é, em alguns momentos esquecer ideais, esquecer a culpa e fazer as escolhas que achar certas naquele momento. Impossível acertar sempre. Impossível ser perfeita em tudo. Em algum momento, alguma coisa não vai ser perfeita. Alguma coisa vai ter um pouco menos de atenção. Mas... o que é realmente importante para você? O que te realiza? O que te faz mais feliz? 

Hoje, o que é mais importante pra mim é o meu filho. É acompanhar a infância dele, é estar perto, é brincar muito, ajudar nas tarefas de casa, conversar, levar e buscar na escola, ver o desenvolvimento da fala, dos movimentos, vê-lo descobrindo as letras e admirar o brilho no olhar, o encanto e a felicidade. Isso me dá vida! E me faz ver sentido em tudo. 

Não posso abrir mão de trabalhar. Mas posso não me enfiar no trabalho 14 horas por dia. Posso fazer cursos online, no momento que ele está dormindo. Ou, que já comeu e está de banho tomado, pronto para dormir. São escolhas... Certas? Erradas? Não faço ideia. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Olhos escuros

Ontem, na hora de dormir o Artur começou a bagunçar, conversar e falar sem parar, cheio de perguntas (ele costuma fazer isso sempre que não quer dormir). 

Eis que uma pergunta me surpreendeu:

- Mãe!!!
Por que eu nasci com meus olhos escuros?

No que eu comecei a pensar o que responder, ele completou:

- É mãe. Quando eu fecho os olhos, eu não vejo nada!